Guia · Nano Banana

Nano Banana: o que é e como se editam fotografias com ele

Nano Banana é a alcunha do modelo de edição de imagem da Google que corre dentro do Gemini. A diferença face aos anteriores é a coerência: podes fazer várias edições seguidas à mesma fotografia e a pessoa, a roupa e o cenário mantêm-se. Usa-se a conversar, não com sliders.

Retrato editado com pele natural e textura preservada, luz suave de janela
Retrato editado com pele natural e textura preservada, luz suave de janela

O que é o Nano Banana

É o nome pelo qual ficou conhecido o modelo de edição e geração de imagem da Google que está disponível dentro do Gemini. O nome pegou antes do nome oficial e ficou.

O que faz é receber uma fotografia tua mais uma instrução escrita e devolver uma imagem nova. Não é um editor com ferramentas, é um modelo que responde a pedidos. Quem espera pincéis e camadas fica desiludido, quem espera uma conversa fica bem servido.

Convém separar duas coisas que costumam aparecer misturadas. Uma é gerar imagens do zero, a partir de uma descrição, que é o que a maior parte das pessoas experimenta primeiro e depois esquece. A outra é editar uma fotografia que já existe, que é muito mais útil no dia a dia e bastante mais difícil, porque exige respeitar tudo o que já lá está. É nesta segunda que este modelo se distingue.

A diferença que se nota mesmo

O problema clássico dos modelos de edição era este: fazias três alterações seguidas e ao fim da terceira a pessoa da fotografia já era outra pessoa parecida. A camisola mudava de tom, o cabelo ganhava outro corte, o fundo deslocava-se.

Com o Nano Banana a coerência entre edições é claramente melhor. Isso torna viável o método que dá bons resultados: uma alteração de cada vez, corrigida por passos, sem recomeçar.

Traduzido para o dia a dia: dá para tirar uma pessoa do fundo, depois pedir mais céu, depois pedir luz mais quente, e no fim ainda reconheces a fotografia como tua.

Continua a ser uma reconstrução em cada passo, por isso a regra prática mantém-se: quantos menos passos, melhor a fotografia final.

Como se usa, na prática

Abre a app Gemini, carrega a fotografia na conversa e escreve o pedido em português. Continua na mesma conversa para cada correção. Descarrega no fim, e verifica a resolução.

Três frases que funcionam bem como base:

  • Mantém a cara, a pose e as cores exatamente como estão e tira apenas o que te digo a seguir.
  • Não mudes o enquadramento nem o formato da imagem.
  • Devolve a imagem na maior resolução possível.

A última nem sempre é respeitada, mas custa uma linha e às vezes ajuda.

Trabalha sempre com a fotografia mais nítida que tiveres. Se lhe der uma captura de ecrã ou uma imagem já reenviada por aplicações de mensagens, o modelo reconstrói a partir de material pobre e o resultado herda essa pobreza. Vai buscar o ficheiro à fototeca em vez de o pedir a alguém pelo WhatsApp, porque a maior parte dos serviços de mensagens reduz as imagens antes de as entregar.

Os limites honestos

Continua a regenerar rostos. Parecidos, coerentes, mas regenerados. Numa fotografia da tua mãe, isso importa.

Padrões regulares partem-se. Azulejos, calçada, gradeamentos e caixilhos ficam com falhas na zona reconstruída.

Texto sai errado. Uma letra trocada numa tabuleta é mais estranha do que texto claramente ilegível.

Resolução. Como em qualquer serviço destes, a imagem devolvida costuma ser menor e recomprimida. Guarda o original antes de começar.

Limites diários na camada gratuita, que mudam ao longo do ano.

Falta ainda a limitação menos técnica de todas: um modelo não sabe o que interessa na tua fotografia. Pedes para tirar uma pessoa e ele tira também, sem te avisar, um pormenor que para ti valia o enquadramento inteiro. É por isso que a comparação lado a lado com o original não é uma formalidade, é a única forma de perceber o que perdeste pelo caminho.

Vale a pena guardar as três falhas típicas, porque são as mesmas em qualquer modelo e explicam quase todos os resultados maus. A cara deriva ao longo das edições, mesmo aqui, onde deriva menos: mantém-se coerente com a edição anterior e vai-se afastando da fotografia inicial. A resolução desce e vem recomprimida, o que só se percebe ao comparar os ficheiros no computador. Uma segunda passagem não reproduz a primeira: pedir de novo o que já correu bem devolve uma variação, nunca a mesma imagem.

Exemplos de pedido em português que dão bom resultado: tira as duas pessoas ao fundo, junto às ondas, e reconstrói a areia e o mar, mantendo o casal em primeiro plano exatamente como está; e substitui o fundo por uma parede branca lisa, mantendo o cabelo com o recorte real, a pose e a luz da fotografia original.

Comparado com as outras opções

ParaMelhor opçãoPorquê
Várias edições seguidas na mesma fotografiaNano Banana, no GeminiA coerência entre passos é a sua vantagem real
Pedidos longos e encadeadosChatGPTMelhor compreensão de instruções complexas
Tirar um objeto pequenoLimpar, app Fotos da AppleGratuito, instantâneo, sem perda de resolução
Fundo branco para venderPhotoroomRecorte mais limpo e feito para isso
Luz, cor, corte e peleSnapseedPreciso, reversível e gratuito

Dito de outra forma: o Nano Banana é excelente para o que exige imaginação e mau para o que exige precisão. Nós trabalhamos na parte anterior a tudo isto, que é a fotografia sair bem à primeira: aspetos de película em direto no visor, Glow para a pele e Clean Up para tirar quem passou à frente. Já está na App Store, gratuita para descarregar, para iPhone com iOS 26 ou posterior.

Perguntas frequentes

O que é o Nano Banana?

É a alcunha do modelo de edição de imagem da Google disponível dentro do Gemini. Recebe a tua fotografia mais uma instrução escrita e devolve uma imagem nova, mantendo a pessoa e o cenário coerentes entre edições.

Como uso o Nano Banana para editar fotografias?

Dentro da app Gemini. Carregas a fotografia na conversa, descreves uma alteração de cada vez em português, e corriges por passos sem recomeçar a conversa.

O Nano Banana é gratuito?

Está disponível na camada gratuita do Gemini com um limite diário de imagens. Para uso frequente é preciso o plano pago.

O Nano Banana é melhor do que o ChatGPT para editar fotos?

É melhor a manter a mesma pessoa e o mesmo cenário ao longo de várias edições. O ChatGPT percebe melhor pedidos longos e encadeados. Para tirar um objeto pequeno, nenhum dos dois bate o Limpar do iPhone.

Posso usar o Nano Banana em fotografias de casamento?

Podes, mas evita deixá-lo reconstruir rostos, porque quem esteve lá nota. Usa-o para fundos, para tirar estranhos e para alargar enquadramentos, e trata a luz e a cor numa app normal.

Continua a ler